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" Os analistas consideram que a seguradora AXA é aquela que apresenta uma estratégia de negócio mais completa. O grupo francês tem as melhores condições para retirar benefícios do processo de concentração no sector. A AXA é uma das maiores seguradoras do mundo, com receitas de 19,6 mil milhões de euros e 52 milhões de clientes.
Uma das grandes vantagens competitivas é que possui uma boa diversificação do seu negócio. Está focada nos seguros de vida e na gestão de activos, mas mantendo uma posição relevante no ramo não vida no reseguro. Por outro lado, está a operar numa série de mercados, para além de França. Apesar da sua dimensão, o ritmo de crescimento continua elevado. O seu plano estratégico, definido até ao ano 2012, é muito ambicioso. Se o mercado global crescer a uma média de 6% é possível a AXA garantir um acréscimo na ordem dos nove pontos percentuais.
Acontece que a seguradora já é um dos valores favoritos para a Europa entre os analistas, relativamente a este ano. O mercado considera muito positiva a aquisição da Winthertur, no ano passado. Uma aquisição que deverá começar a dar os seus resultados. O acordo foi fechado e a seguradora está em condições de impulsionar o negócio. Há sinergias evidentes a obter com este negócio. Entretanto, a seguradora continua firme no seu propósito de triplicar os resultados até ao ano 2012. É uma das apostas mais ambiciosas de sempre no sector segurador.
Acontece que existem condições para acreditar que a AXA poderá atingir aqueles objectivos, no mínimo muito ambiciosos. Acontece que o grupo continua a ganhar quota de mercado nas suas principais actividades, apesar da concorrência acrescida em todos os nichos. (...)
Os resultados estão acima das expectativas dos analistas. No último trimestre do ano passado, o grupo segurador aumentou em cerca de 5,4% os respectivos lucros. E as vendas por gestão de activos registaram um forte impulso na ordem dos 24%, superando mesmo as expectativas mais optimistas. Várias agências de investimento estão a rever em alta as acções da seguradora."
Fonte: Vida Económica (2007-02-16)
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